Justiça condena Fernando Cunha Lima a 22 anos por estupro de vulnerável contra duas crianças. Médico deve pagar R$ 200 mil em indenizações. Decisão cabe recurso.

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A Justiça da Paraíba, por meio da 4ª Vara Criminal de João Pessoa, condenou o médico pediatra Fernando Paredes Cunha Lima a 22 anos, cinco meses e dois dias de prisão pelo crime de estupro de vulnerável contra duas crianças. A decisão, anunciada nesta sexta-feira (11), ainda permite recurso, mas determina o cumprimento da pena em regime fechado. O caso gerou grande repercussão devido à gravidade dos fatos e à confiança que o médico, de 81 anos, tinha junto às famílias das vítimas. O Ministério Público da Paraíba (MPPB) foi o responsável pela denúncia, que apontou a exploração da vulnerabilidade das vítimas durante consultas.
Além da pena de reclusão, o réu foi condenado a pagar R$ 200 mil em indenizações por danos morais, sendo R$ 100 mil para cada vítima. O valor foi estipulado considerando a extrema gravidade dos atos, a condição de fragilidade das crianças e a capacidade financeira do condenado. A sentença também prevê correção pelo INPC e juros de 1% ao mês, a partir da data dos crimes. As vítimas poderão buscar a execução no juízo cível após o trânsito em julgado.
Em relação a outras duas vítimas, Fernando Cunha Lima foi absolvido por falta de provas suficientes, segundo a decisão judicial. O MPPB informou que está analisando a possibilidade de recorrer dessas absolvições, buscando justiça para todos os casos denunciados. A defesa do médico, por sua vez, já anunciou que pretende recorrer da condenação, alegando inconsistências nas acusações.
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O caso, que chocou a sociedade paraibana, reforça a importância de denúncias e da proteção às crianças em situações de vulnerabilidade. A condenação de Fernando Cunha Lima marca um passo significativo na luta contra o abuso infantil, mas a possibilidade de recursos mantém a atenção da comunidade no desenrolar do processo.