Hugo Motta discute fim do foro privilegiado em nova reunião na Câmara. PEC, aprovada no Senado em 2017, é prioridade bolsonarista, mas enfrenta resistência.

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Após o fim da obstrução na Câmara, o presidente Hugo Motta planeja uma nova reunião com líderes partidários na próxima semana para discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que extingue o foro privilegiado, uma demanda prioritária dos bolsonaristas. A proposta, aprovada no Senado em 2017, ganhou apoio de partidos do Centro, mas enfrenta resistência devido a negociações políticas tensas. Motta criticou a obstrução, destacando a importância de respeitar a democracia e as prerrogativas parlamentares. A sessão, encerrada em menos de 20 minutos, não incluiu votações, mas abriu caminho para o debate. Líderes avaliam que não há tempo hábil para mudanças que impactem julgamentos em curso, como o do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A obstrução, iniciada após a prisão domiciliar de Bolsonaro, foi marcada por protestos e ocupação do plenário por deputados bolsonaristas, que exigiam anistia para os envolvidos no 8 de janeiro e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Apesar da pressão, Motta e líderes do Centro negaram acordos sobre anistia, priorizando o fim do foro privilegiado. A reunião envolveu representantes de partidos como PP, União Brasil e PSD, mas o PL e o Novo ficaram de fora das negociações iniciais. O clima de tensão persiste, com risco de novas paralisações no Congresso. A PEC do foro é vista como uma tentativa de evitar julgamentos no STF, mas sua aprovação enfrenta desafios.