Julgamento de Bolsonaro no STF começa dia 2/9. Mourão chama de vingança política e alerta para riscos à democracia.

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Às vésperas do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF), marcado para 2 de setembro, o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) saiu em defesa do ex-aliado, classificando o processo como uma “vingança política”. Em publicação no X, o ex-vice-presidente criticou a atuação do STF, alegando que o Brasil, sob o governo do PT, transformou divergências ideológicas em “condutas criminosas”. Mourão prevê uma condenação “quase certa” de Bolsonaro e seus aliados, o que, segundo ele, pode enfraquecer a democracia. A ação penal apura uma suposta tentativa de golpe de Estado em 2022, envolvendo o ex-presidente e sete réus do chamado “núcleo crucial”.
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O julgamento, que ocorrerá na Primeira Turma do STF, composta por ministros como Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin, é visto por Mourão como um reflexo da “hipertrofia” do Supremo. Ele defende anistia para os réus, argumentando que a liberdade de expressão foi relativizada. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu a condenação de todos os acusados, reforçando o papel central de Bolsonaro na trama golpista. Enquanto isso, a defesa do ex-presidente alega falta de provas e busca anular a delação de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens citado 260 vezes no processo.