Eduardo Bolsonaro é indicado líder da minoria na Câmara. A estratégia visa manter seu mandato, mesmo estando nos EUA, em meio a polêmicas. Saiba mais!

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A oposição na Câmara dos Deputados anunciou, nesta terça-feira (16), a indicação de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) como líder da minoria, em uma manobra para proteger seu mandato. O deputado, que reside nos Estados Unidos desde março, enfrenta risco de cassação por acumular faltas desde o fim de sua licença, em 20 de julho. A deputada Caroline de Toni (PL-SC) renunciou ao cargo de líder da minoria, abrindo espaço para Eduardo, e assumirá como vice-líder, representando-o em votações. A decisão, amparada por um ato de 2015, permite que líderes não registrem ausências, mas enfrenta críticas e possíveis contestações.
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A indicação ocorre em um contexto de tensões políticas. Eduardo busca pressionar por anistia a condenados pelos atos de 8 de janeiro, enquanto aliados afirmam que sua liderança será exercida remotamente, via videoconferências. O presidente da Câmara, Hugo Motta, nega qualquer acordo prévio, e o PT promete acionar a Justiça contra a manobra. A nomeação de Eduardo como líder reforça a estratégia do PL para manter sua influência, mas reacende debates sobre a legitimidade de um mandato exercido à distância.