Eduardo Bolsonaro rejeita proposta de dosimetria para anistia do 8 de janeiro e ameaça relator Paulinho da Força com possíveis sanções

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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) declarou na sexta-feira que não aceita qualquer proposta de dosimetria como alternativa à anistia plena para os condenados pelos atos de 8 de janeiro. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar criticou duramente o relator Paulinho da Força e rejeitou negociações que não contemplem o perdão total aos envolvidos nos ataques. O filho do ex-presidente ainda ameaçou o relator com possíveis sanções, alegando que colaboradores do “regime de exceção” podem sofrer as mesmas penalidades aplicadas aos sancionados por violações de direitos humanos.
A anistia completa permanece como único caminho aceitável para o grupo bolsonarista, que se opõe veementemente à proposta de redução das penas. Eduardo classificou as negociações em curso como um “acordo indecoroso e infame”, acusando Paulinho da Força de se alinhar ao STF para “enterrar” a anistia ampla. As declarações aumentam a tensão no Congresso e evidenciam a polarização política em torno do tema, com o deputado rejeitando qualquer diálogo com representantes que considera adversários de sua família política.
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Ameaças ao relator da anistia
Eduardo Bolsonaro direcionou críticas contundentes ao deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP), relator designado pelo presidente da Câmara para conduzir o projeto. Em tom ameaçador, o parlamentar alertou: “Um conselho de amigo, muito cuidado para você não acabar sendo visto como um colaborador do regime de exceção“.
As tensões se intensificaram após Paulinho se reunir com o ex-presidente Michel Temer e outros políticos para debater alternativas à anistia plena. Eduardo reagiu com desconfiança, afirmando que “não confia” em Temer e rejeitando qualquer negociação com quem considera inimigo político de sua família.