Ministro da Saúde explica que contaminação por metanol em cervejas é mais difícil. Saiba os motivos e veja as recomendações oficiais para consumo seguro.
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Em meio à crescente preocupação com casos de intoxicação por metanol no país, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, trouxe um alento aos amantes da cerveja. De acordo com o gestor, a adulteração que introduz a substância tóxica é “muito mais difícil” de acontecer nesse tipo de bebida. A explicação técnica reside no fato de a cerveja ser uma bebida fermentada, com gás e tampada, o que dificulta a manipulação criminosa.
Enquanto isso, os casos confirmados de intoxicação permanecem restritos a bebidas destiladas, como gin, whisky e vodka. Até o momento, o CIEVS registrou 59 notificações de casos suspeitos, com um óbito confirmado e outros sete em investigação. O ministro reforçou que o crime tem focado em produtos incolores e de origem duvidosa, cenário diferente do envasamento da cerveja.
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Diante do cenário, a pasta da Saúde emitiu alertas importantes para a população. A principal recomendação é evitar destilados de origem desconhecida, especialmente os líquidos sem cor. Padilha foi enfático ao dizer que é “essencial saber de onde a bebida vem”, recomendando cuidado redobrado em bares e evitar aceitar drinks de desconhecidos.