Repórter Alice Ribeiro, da Band Minas, tem morte encefálica confirmada após acidente na BR-381. Família autoriza doação de órgãos.


A repórter Alice Ribeiro, de 35 anos, da Band Minas, teve a morte encefálica confirmada na noite de quinta-feira, após exames que concluíram o protocolo médico aberto pela manhã. Ela estava internada em estado grave no hospital João XXIII, em Belo Horizonte, desde o acidente na BR-381, em Sabará, na quarta-feira. A jornalista integrava equipe que produzia reportagem sobre duplicação da rodovia e redução de acidentes quando o veículo da emissora colidiu com um caminhão.
Após a confirmação da morte cerebral, familiares autorizaram a doação de órgãos, incluindo rins, pâncreas, fígado e córneas. Com 15 anos de jornalismo, Alice havia retornado ao trabalho em dezembro, após licença-maternidade. Mãe de um menino de 9 meses, ela se definia nas redes como repórter que “gosta de gente“. Fora das reportagens, mantinha envolvimento com temas sociais.
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Alice administrava página dedicada à história do irmão, Bernardo Ribeiro, que tem transtorno do espectro autista,
voltada à visibilidade e inclusão de pessoas no espectro. Torcedora do Cruzeiro, conciliava a rotina do jornalismo com a maternidade recente, tendo retomado a carreira poucos meses após o nascimento do filho. Seu legado humano marca o jornalismo.



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