A rotatória revela um problema sério no trânsito brasileiro: motoristas que não conhecem as regras do CTB e autoescolas que ensinam de forma insuficiente.

Rotatória: onde o brasileiro esquece as regras
No Brasil, a rotatória virou sinônimo de confusão. Quem nunca se deparou com aquela cena clássica: um motorista entrando na rotatória como se a via fosse sua propriedade particular, ignorando completamente quem já está circulando. Do lado de lá, outro carro parado dentro da rotatória, esperando os que vêm de fora passarem primeiro — exatamente o contrário do que manda a lei.
O problema não é novidade. Mas ele se repete todo dia, em cada cidade, em cada cruzamento circular do país. E o resultado são buzinadas, freadas bruscas, quase acidentes e, inevitavelmente, batidas que poderiam ser evitadas.
O que mais surpreende não é o erro em si — é a frequência com que ele acontece, e a naturalidade com que os motoristas agem como se estivessem certos.
O CTB é claro, mas poucos sabem disso
O Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não deixa margem para interpretação: quem já está circulando dentro da rotatória tem a preferência de passagem. Ponto. Quem está fora aguarda, observa e entra apenas quando houver espaço seguro.
A regra existe, está escrita, tem validade legal — e mesmo assim é desrespeitada com uma frequência alarmante nas ruas brasileiras. O motorista que para dentro da rotatória para dar passagem a quem entra não está sendo educado: está criando risco para todos ao redor.
Não se trata de opinião ou costume regional. É norma nacional, aplicada em qualquer estado, em qualquer município.
Autoescola ensina mal — ou simplesmente não ensina
Parte da culpa está nas autoescolas brasileiras. A formação de condutores no país tem falhas conhecidas e reconhecidas por especialistas em segurança viária. A teoria existe nos manuais, mas nem sempre chega de forma eficaz ao aluno — e na prática de direção, tópicos como comportamento em rotatórias muitas vezes ficam de lado.
O motorista passa no exame, tira a carteira e vai para a rua sem saber, de fato, como agir em uma situação tão comum quanto entrar em uma rotatória. Aí o aprendizado vira observação empírica: ele faz o que vê o outro fazendo. E o outro também não sabe.
É um ciclo de desinformação que coloca vidas em risco — e que só será quebrado com fiscalização mais séria, formação de qualidade e campanhas de educação no trânsito que falem a língua do brasileiro.
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