Super El Niño pode agravar seca na PB em 2027
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O Super El Niño deve agravar a seca e a falta de água na Paraíba até 2027. Confira os impactos nas lavouras e o nível dos reservatórios no estado.
A confirmação de um Super El Niño de intensidade severa colocou o Nordeste em alerta máximo para os próximos anos. Com projeção de elevar os termômetros em até 2,7°C, o fenômeno climático deve intensificar a estiagem histórica e castigar o abastecimento hídrico da Paraíba até 2027. O diagnóstico alarmante integra um relatório técnico do Governo Federal, elaborado para dimensionar os prejuízos no semiárido. A escassez prolongada promete pressionar severamente a agricultura regional.
Impactos do Super El Niño na agricultura
O ápice de força do fenômeno está previsto para ocorrer entre a primavera e o fim do ano, com secas rigorosas. A combinação perversa de temperaturas elevadas e chuvas escassas vai atingir em cheio o campo, encarecendo os custos com irrigação artificial. Além disso, os produtores rurais enfrentarão uma queda drástica na oferta de pasto para o gado, ameaçando a sobrevivência da pecuária sertaneja.
Reservatórios enfrentam o Super El Niño
Apesar do prognóstico desfavorável a médio prazo, o Planalto sustenta que o volume atual dos mananciais regionais garante estabilidade imediata. A ministra Miriam Belchior destacou que os reservatórios nordestinos mantêm cerca de 50% da capacidade, sustentados pela vazão regular da Transposição do São Francisco. O quadro exige cautela preventiva dos gestores públicos locais para evitar colapsos nas redes municipais de distribuição.
Na Paraíba, o monitoramento oficial da Aesa revela uma realidade de contrastes que preocupa especialistas para as safras futuras. Dos 131 reservatórios fiscalizados pelo Estado, pelo menos 26 mananciais já operam no temido nível crítico, registrando menos de 10% do volume total. Por outro lado, 11 açudes seguem vertendo água, servindo como um fôlego temporário antes do impacto mais severo da estiagem prevista.



