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Política

Flávio Bolsonaro defende modelo econômico de Milei

Publicado em 16/09/2026 09:51 por PB24HORAS
Flávio Bolsonaro defende modelo econômico de Milei
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Flávio Bolsonaro quer adotar o modelo de Milei na economia brasileira, apesar do avanço da pobreza e da recessão que afetam a Argentina atualmente. A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro...
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Flávio Bolsonaro quer adotar o modelo de Milei na economia brasileira, apesar do avanço da pobreza e da recessão que afetam a Argentina atualmente.

A campanha presidencial de Flávio Bolsonaro formalizou a intenção de importar a cartilha econômica ultraliberal da Argentina como bússola de gestão pública. A equipe econômica do candidato do PL afirma abertamente que o modelo de Milei serve de inspiração direta para o futuro do Brasil, prometendo um pacote drástico com privatizações amplas, um “revogaço” regulatório de normas e o chamado “tesouraço” nos gastos federais, emulando o ajuste fiscal vizinho.

Os impactos práticos do modelo de Milei

Por trás dos elogios da campanha brasileira aos cortes de despesas, a realidade enfrentada pela população argentina revela um cenário dramático de estagflação severa. Embora a inflação interanual tenha desacelerado devido à forte retenção monetária, a economia real entrou em paralisia e o consumo interno despencou até nos itens mais básicos, evidenciando que a queda dos preços decorre diretamente do sumiço do poder aquisitivo do trabalhador local.

Ajuste fiscal: o custo do modelo de Milei

A abertura comercial sem barreiras e o corte severo de subsídios estatais asfixiaram o parque manufatureiro vizinho, gerando mais de 240 mil demissões formais. Sem socorro estatal ou mercado consumidor ativo, indústrias operam com alta ociosidade ou simplesmente fecham as portas, enquanto o gabinete econômico de Buenos Aires insiste que o superávit fiscal não é negociável, considerando esse sacrifício inevitável para pavimentar a estabilização financeira.

A fatura humana da política de choque empurrou quase um milhão de argentinos para a extrema indigência após reajustes nas tarifas públicas de transporte e energia. Com um terço da população urbana abaixo da linha de pobreza e reprovação popular na casa dos 60%, a aposta de exportar o plano libertário para o Brasil levanta alertas sobre o impacto de replicar uma receita marcada pelo esgotamento social.

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