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Editorial: Eleições no Brasil e a força do voto

Publicado em 03/10/2026 05:40 por PB24HORAS
Editorial: Eleições no Brasil e a força do voto
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Domingo, milhões de brasileiros vão às urnas. Entenda por que o voto consciente fortalece a democracia e molda o futuro do país. Domingo, 4 de outubro, o Brasil volta a fazer aquilo que melhor define...
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Domingo, milhões de brasileiros vão às urnas. Entenda por que o voto consciente fortalece a democracia e molda o futuro do país.

Domingo, 4 de outubro, o Brasil volta a fazer aquilo que melhor define uma democracia: entregar ao cidadão o poder de decidir. Milhões de eleitores vão às urnas para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais.

Não é um ritual burocrático. É o momento em que o país inteiro, do litoral ao Sertão, fala ao mesmo tempo e define quem vai decidir sobre saúde, educação, segurança, estradas, água e emprego pelos próximos anos.

Uma conquista que custou caro

O direito de votar, hoje tratado como rotina, é fruto de uma longa disputa. Por décadas, o voto foi restrito a poucos. As mulheres só conquistaram o direito ao voto em 1932. Os analfabetos só puderam votar a partir de 1985. A Constituição de 1988 consolidou o voto direto, secreto, universal e periódico e permitiu o voto facultativo aos jovens de 16 e 17 anos.

Quem votou durante o regime militar sabe o que significou passar anos sem escolher o presidente. Por isso, cada eleição é também um ato de memória: lembrar que a democracia foi construída e que pode ser enfraquecida quando é tratada com indiferença.

Por que o voto importa tanto

O voto é a ferramenta mais igualitária que existe. Diante da urna, o empresário e o trabalhador rural valem exatamente o mesmo: um voto. Nenhum outro instrumento de participação política distribui poder de forma tão equilibrada.

Mais do que isso, o voto tem efeito concreto e cotidiano. É a decisão de vereadores, prefeitos, deputados e governantes que define a merenda na escola, o atendimento no posto de saúde, o policiamento na rua e o investimento em obras e em programas sociais. Quem não vota não deixa de ser afetado por essas decisões. Apenas abre mão de influenciá-las.

O perigo da abstenção e da indiferença

Nas últimas eleições gerais, cerca de um em cada cinco eleitores deixou de comparecer às urnas. É um número alto, que revela cansaço, descrença e distanciamento da política.

A decepção com maus políticos é legítima, mas a resposta a ela não pode ser a omissão. Abster-se, votar em branco ou anular o voto não pune ninguém: apenas deixa a escolha nas mãos dos outros. A insatisfação com a política só se converte em mudança quando vira voto consciente.

Voto consciente: o dever de pesquisar

Votar bem exige mais do que comparecer. Exige informação. Antes de digitar os números na urna, o eleitor deve conhecer o histórico de cada candidato, suas propostas, sua atuação anterior e as alianças que o sustentam.

  • Pesquise o passado e a ficha de quem pede o seu voto.
  • Compare propostas e cobre viabilidade, não apenas promessas.
  • Desconfie de boatos, correntes de mensagens e conteúdos sem fonte, que se multiplicam em época de eleição.
  • Consulte fontes oficiais, como o site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e a imprensa profissional.

A desinformação é hoje um dos maiores desafios da democracia. Um voto dado com base em mentira é um voto roubado do próprio eleitor.

A urna eletrônica e a confiança no processo

O Brasil é referência mundial em votação eletrônica, adotada de forma gradual desde 1996. Todo o processo é acompanhado pela Justiça Eleitoral, por partidos, pelo Ministério Público e por observadores. Divergências e dúvidas devem ser tratadas pelos canais institucionais, com base em fatos, e não por meio de ataques ao sistema.

Respeitar o resultado das urnas, seja ele qual for, é o que diferencia a democracia da disputa de força. Quem perde, fiscaliza e se prepara para a próxima eleição. Quem ganha, governa para todos.

Os outros cargos também decidem o seu dia a dia

É comum que a atenção se concentre na disputa presidencial. Mas deputados e senadores votam as leis, aprovam o orçamento e fiscalizam o Poder Executivo. Em 2026, cada estado elege dois senadores, e o eleitor tem dois votos para o cargo. Os governadores comandam áreas essenciais como segurança pública, saúde e infraestrutura estadual.

Escolher com o mesmo cuidado todos os candidatos, e não apenas o de maior visibilidade, é o que fortalece de fato a representação política.

Aviso prático ao eleitor

  • Leve um documento oficial com foto (ou o e-Título, no celular).
  • O horário de votação é das 8h às 17h (horário local).
  • Quem não puder comparecer deve justificar a ausência junto à Justiça Eleitoral dentro do prazo legal.
  • Em caso de segundo turno, a nova votação está marcada para 25 de outubro.
  • Denuncie a compra de votos e outras irregularidades eleitorais às autoridades competentes.

Conclusão: a decisão é de cada um, o resultado é de todos

A democracia não funciona sozinha. Ela depende de eleitores atentos, informados e dispostos a assumir sua parte. O voto é pequeno na mão de cada um, mas imenso quando exercido por todos.

No domingo, vá às urnas. Vote com consciência, respeite quem pensa diferente e acompanhe, depois, o trabalho de quem for eleito. Eleger é o começo; cobrar é o que completa a democracia.

Por PB24horas

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