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Força Nacional reforça segurança em aldeias indígenas de MS

Publicado em 01/11/2026 09:17 por PB24HORAS
Força Nacional reforça segurança em aldeias indígenas de MS
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As comunidades indígenas da etnia Guarani Kaiowá contarão com uma ampliação no contingente e na permanência da Força Nacional em Mato Grosso do Sul. O reforço nas operações de segurança busca conter...
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As comunidades indígenas da etnia Guarani Kaiowá contarão com uma ampliação no contingente e na permanência da Força Nacional em Mato Grosso do Sul. O reforço nas operações de segurança busca conter a onda de hostilidades registradas na região fronteiriça logo após a conclusão do segundo turno eleitoral que determinou a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva.

Protocolo de prontidão e ação imediata

A expansão das atividades policiais foi confirmada durante uma visita institucional a territórios indígenas no sábado (31). Segundo o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, a estratégia de policiamento contará com uma metodologia de pronta resposta.

“A Força Nacional inclusive, além da presença numérica atual, vai ter um reforço, está adotando um procedimento que eu reputo muito importante, que é o procedimento que eles chamam de Minuto a Minuto. Eles estarão sempre no terreno, sempre na área de operações disponíveis para se deslocar onde qualquer ocorrência com aparência criminosa ou severa aconteça, sendo acionados pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal ou pelas forças estaduais.”

O titular da pasta explicou que esse mecanismo operacional aplicará recursos visuais e detecção do tipo de incidente para acelerar a identificação de autoria e a materialidade dos delitos assim que as equipes forem acionadas.

Investigação de intimidações e crimes eleitorais

A ida de autoridades federais ao estado decorreu de uma série de relatos de violência que circularam nas redes sociais. Um levantamento feito pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) apontou mais de três dezenas de episódios contra as populações tradicionais no período recente.

Entre os episódios sob investigação está a ameaça de contaminação hídrica direcionada à aldeia Sassoró, localizada em Tacuru. Um áudio que se espalhou na cidade indicou a possibilidade de colocar veneno na água da comunidade, com indícios de envolvimento de um servidor público municipal. Diante da situação, a Polícia Federal ouviu investigados e determinou o aumento na fiscalização da água potável local.

O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, ponderou que os alertas recebidos passam por uma triagem para separar episódios antigos de conflitos recentes:

“Nós recebemos 10 casos, depois de filtrar tudo que foi recebido. E desses 10 casos, quatro são aqui de Mato Grosso do Sul. Até o momento. Lógico que é uma averiguação preliminar. Apenas esse caso do envenenamento que tem uma ligação direta com crime político. Os outros atropelamentos até o momento não, mas é claro que não serão descartados”, disse.

Apoio interministerial e amparo aos atingidos

A delegação oficial também contou com a presença da ministra dos Direitos Humanos, Janine Mello, contemplando passagens por Sassoró e pela aldeia Taquapery, situada em Coronel Sapucaia. Como medida de suporte, a pasta de Direitos Humanos disponibilizou o seu plano oficial de resguardo aos perseguidos; atualmente, a iniciativa já abriga mais de 80 lideranças e moradores indígenas de Mato Grosso do Sul.

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