Chery tiggo v: SUV modular que vira picape é estudado para o Brasil
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Enquanto o mercado automotivo costuma ver utilitários esportivos derivados de picapes — a exemplo de Toyota Hilux e SW4, além de Chevrolet S10 e Trailblazer —, a fabricante chinesa adotou o caminho inverso ao projetar um SUV capaz de virar caminhonete com a remoção de uma parte do teto. Trata-se do inédito Chery Tiggo V, veículo cujo desembarque no mercado nacional já passa por análises preliminares.
Projeto inovador e estratégia de lançamento
A novidade faz parte da estratégia da montadora e pode chegar ao território brasileiro por meio da Caoa, empresa responsável pela comercialização da linha Tiggo e de outros automóveis da marca no país. Procurada pela reportagem, a Caoa não se manifestou.
Ainda inédito até mesmo no mercado chinês, o utilitário integra a nova filosofia “For Family” da fabricante, focada em criar meios de transporte espaçosos e multifuncionais para os lares. O portfólio baseado nessa mesma diretriz também abrange a nova geração do Tiggo 7 e o aventureiro Tiggo X7.
Dimensões e versatilidade multifuncional
A letra que batiza o modelo resume três conceitos fundamentais: versatilidade, valor e vitória. Graças a uma concepção engenhosa, o veículo consegue alternar entre as carrocerias de SUV, MPV e picape de cabine dupla conforme a conveniência do motorista.
Essa transformação física ocorre por meio de uma seção traseira modular. Acionado por um sistema elétrico, o conjunto de vidros e teto desliza para a frente, convertendo o veículo familiar de sete assentos em uma caminhonete dotada de caçamba com 600 litros de volume útil.
Em termos de tamanho, o utilitário mede 4,91 metros de comprimento e conta com 2,80 m de distância entre-eixos. A altura livre em relação ao solo atinge 22 centímetros, permitindo vencer rampas com inclinação de até 30 graus e travessias em áreas alagadas de até 70 cm na variante eletrificada.
No interior, a configuração voltada para o transporte de passageiros dispõe de assentos independentes na segunda fileira com trilhos que permitem deslizamento de até 380 mm, além de 42 porta-objetos distribuídos pela cabine.
Segurança e mecânica híbrida
O projeto estrutural emprega 76% de ligas de alumínio e aços de alta resistência. O ecossistema de proteção aos ocupantes traz ainda um conjunto avançado de assistências à condução, que engloba alerta de colisão frontal, frenagem autônoma de emergência, assistentes de estacionamento automático e remoto, monitoramento de ponto cego e diversos airbags.
No departamento mecânico, o conjunto propulsor utiliza o sistema híbrido plug-in Chery Super Hybrid de sexta geração. A tecnologia une um motor a combustão 1.5 turbo movido a gasolina a dois propulsores elétricos e uma transmissão híbrida dedicada. Embora a potência exata não tenha sido revelada, a fabricante assegura uma média de consumo de 16,6 km/l e alcance total superior a 1.000 km.






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