Foto: Anthony Kwan

Uma das principais especulações sobre o surgimento do coronavírus é que ele tenha surgido em um mercado úmido localizado em Wuhan, na China, e foi devido a pressão mundial após o avanço da doença em diversas partes do mundo que a China e o Vietnã finalmente começaram a proibir o comércio e consumo de animais selvagens.

Segundo informações do New York Post, a China impôs uma proibição de cultivar e consumir animais selvagens terrestres de importante valor ecológico, científico e social e ainda este ano essa imposição deve se tornar lei no país.

Seguindo o exemplo, o Vietnã também tomou a iniciativa de interromper o comércio de animais após receber uma carta assinada pelo chefe da Pan Nature, o World Wildlife Fund (WWF).

Na carta a Animals Asia Foundation, o TRAFFIC, a Save Vietnam Wildlife e a Wildlife Conservation Society explicam que a China já havia tomado medidas para conter futuros surtos como o do coronavírus e que era aconselhável que o Vietnã também tomasse medidas urgentes: “Limitar a interação entre a vida selvagem e os seres humanos através de uma forte aplicação contra o comércio ilegal de animais silvestres e mercados de vida selvagem é a abordagem mais eficaz para mitigar riscos futuros associados à transmissão de doenças entre animais e humanos. Como fonte desse surto em particular, a China já tomou algumas medidas importantes para mitigar riscos futuros em relação a surtos de doenças zoonóticas por contato entre animais selvagens e humanos, fechando temporariamente todos os mercados de animais selvagens. Isso é um reconhecimento à séria ameaça enfrentada. Para garantir a segurança nacional, a segurança econômica e a saúde do público e dos preciosos ecossistemas do Vietnã, solicitamos ao governo vietnamita que tome ações fortes e sustentáveis para interromper todo o comércio e consumo ilegal de vida selvagem no Vietnã”, afirmavam os órgãos.

Tanto a China, quanto o Vietnã são os principais países responsáveis pelas altas taxas de mortalidade de animais ameaçados de extinção, como rinocerontes, pangolins e elefantes.

Segundo especialistas, os mercados úmidos são uma “bomba-relógio”, podendo trazer para os humanos várias zoonoses como o COVID-19.

Vale lembrar que em 2002 outro coronavírus chamado SARS também levou à morte centenas de pessoas e também estava ligado ao consumo de animais selvagens.

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