Eduardo Bolsonaro pede à Câmara para exercer mandato dos EUA, alegando perseguição política. Ele busca atuar remotamente, como na pandemia.

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O deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) enviou ofício ao presidente da Câmara, Hugo Motta, solicitando permissão para exercer seu mandato a partir dos EUA. Desde fevereiro, ele reside no país e alega perseguição política que o impede de retornar ao Brasil. No documento, ele defende a criação de mecanismos para participação remota, citando o precedente da pandemia de Covid-19. Sua atuação foca em agendas com autoridades americanas, visando pressionar por anistia ao pai, Jair Bolsonaro. A solicitação ocorre após o fim de sua licença de 120 dias, em julho, acumulando faltas não justificadas.
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A permanência de Eduardo Bolsonaro nos EUA tem gerado polêmica. Ele busca apoio do governo Trump para medidas contra o STF, especialmente contra o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso sobre tentativa de golpe. A Câmara ainda não se pronunciou oficialmente, mas o presidente Motta já indicou que não há previsão regimental para mandato remoto. O pedido reacende debates sobre diplomacia parlamentar e soberania nacional. Parlamentares de oposição criticam a conduta de Eduardo, enquanto aliados tentam viabilizar sua atuação à distância.