Eleições nos EUA podem frear Donald Trump e aliviar pressão sobre o Brasil
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As urnas norte-americanas definem nesta terça-feira (3) o controle do Congresso para a reta final da gestão de Donald Trump, marcado pela baixa popularidade do presidente e pelo impacto da inflação e do conflito com o Irã. Um avanço do Partido Democrata no Legislativo tem potencial para conter medidas adotadas contra o Brasil após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Panorama político e popularidade em baixa Atualmente, os republicanos mantêm o comando da Câmara dos Representantes, com 218 deputados frente a 214 democratas, além de 53 assentos no Senado. Para alcançar a maioria em qualquer uma das casas, a oposição precisa de um saldo positivo de quatro vagas na renovação total da Câmara e de 35 cadeiras senatoriais em disputa.
Levantamento da Reuters/Ipsos aponta que 47% dos eleitores registrados pretendem votar nos democratas, enquanto 36% escolhem os republicanos, com a aprovação de Trump estacionada em 32%. A insatisfação popular serve como principal mote da campanha oposicionista.
“Se os democratas conseguirem uma maioria nas duas casas, será um golpe duro para Trump e para o MAGA”, afirma Zoe Alexandra, diretora de notícias do BreakThrough News, citando o movimento Make America Great Again.
Impacto nas relações bilaterais e na economia Uma nova maioria parlamentar poderia intensificar o escrutínio sobre as tarifas comerciais, sanções a autoridades brasileiras e interferências políticas. A tensão diplomática aumentou após a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro (PL), contestada por Trump sem provas, culminando na autorização de entrada do senador aliado nos Estados Unidos.
A recepção a Flávio gerou atritos com deputados democratas, que cobraram explicações do secretário de Estado, Marco Rubio, sobre a concessão de vistos e o uso de recursos diplomáticos. Paralelamente, o encarecimento do custo de vida e os gastos bilionários com a guerra contra o Irã pressionam a base de apoio do governo.
“Há uma insatisfação muito grande, inclusive dentro de uma parte da base do Partido Republicano, a parte que é mais de baixa renda, sobre o efeito da guerra e sobre a falta de políticas para reduzir a inflação e o custo do combustível e dos alimentos”, pontua Stephanie Weatherbee, da Assembleia Internacional dos Povos (AIP).
Limites do poder legislativo e cenário eleitoral Apesar do potencial fiscalizatório, analistas alertam que o poder de veto presidencial e acordos bipartidários em pautas como imigração e defesa dificultam mudanças estruturais imediatas por parte dos democratas. Além disso, disputas internas na oposição e barreiras sistêmicas ao voto moldam um cenário político complexo e polarizado.
Fonte: ICL
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