Entre críticas nas redes e a força da tradição, o UnaFrevo 2026 reafirma sua identidade popular, reunindo ritmos, artistas e a cultura viva de Uiraúna.

Eles aparecem todos os anos, antes mesmo do primeiro acorde ecoar na praça. São especialistas em desdém, analistas de bastidor sem credencial e juízes de festa alheia. Criticam as atrações do UnaFrevo 2026 como quem avalia cardápio sem provar o prato. Dizem que “não agrada”, que “já foi melhor”, que “não é pra eles”. Esquecem apenas de um detalhe essencial: a festa não é espelho de gosto individual, é retrato coletivo de uma cidade viva.
Enquanto apontam defeitos nas redes sociais, ignoram o esforço de reunir estilos, gerações e identidades musicais num mesmo palco. O UnaFrevo não se constrói para agradar bolhas, mas para ocupar ruas, resgatar memórias e criar novas histórias. Cada atração tem público, cada ritmo tem raiz, cada escolha carrega intenção cultural. A crítica fácil não vê o trabalho técnico, o planejamento e a valorização do que é nosso.
Há também quem critique por esporte, movido mais pela nostalgia seletiva do que por argumento consistente. Idealizam carnavais passados como se fossem perfeitos, esquecendo que também foram alvo de reclamações. O tempo romantiza, mas a realidade exige atualização. Uma festa popular precisa dialogar com o presente sem romper com a tradição, e isso incomoda quem prefere o imobilismo confortável da saudade.
No fim, o UnaFrevo 2026 seguirá seu curso, com música, cores e multidões, apesar do coro dos insatisfeitos. Porque a festa não se mede por comentários ácidos, mas pela rua cheia, pelo frevo no pé e pelo sorriso espontâneo. Quem critica de longe não sente o chão vibrar. Quem vai, entende. E quem entende, dança.
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