Mudanças no FGTS estão em estudo e podem incluir o fim da multa de 40%. Veja como isso afeta o trabalhador e a empresa.

O Governo Federal avalia a possibilidade de eliminar a multa de 40% do FGTS. A medida faz parte de um pacote de revisão de gastos, com o intuito de cortar entre R$ 30 a R$ 50 bilhões das despesas públicas. Entre as propostas, está a opção de utilizar parte da multa para custear o seguro-desemprego.
Outra ideia em estudo é substituir a multa por um imposto pago pelas empresas que demitem com frequência. A intenção é aumentar a carga para empregadores que realizam muitas demissões, o que pode impactar diretamente a gestão de recursos das empresas.
Especialistas temem judicialização das mudanças
Ainda não está claro como as possíveis mudanças serão implementadas, mas especialistas alertam para o risco de judicialização. Washington Barbosa, especialista em Direito Trabalhista, relembra que o governo já impôs no passado uma alíquota adicional de 10% sobre o FGTS, algo que pode voltar a acontecer.
Se a multa de 40% for alterada, o impacto para o trabalhador seria significativo. Caso parte da multa vá para o governo, isso diminuiria o valor recebido pelo trabalhador e, ao mesmo tempo, poderia reduzir a efetividade do seguro-desemprego.
Impactos para trabalhadores e empresas
Se aprovada, a medida teria grande impacto no bolso do trabalhador. A multa de 40%, uma proteção em caso de demissão, poderia ser reduzida, o que diminui o poder de compra do trabalhador demitido. Além disso, a criação de um imposto adicional para empresas pode levar a ajustes nas contratações e demissões, afetando o mercado de trabalho.
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