Foto Reprodução: arquivo pessoal

Cada um ajuda como pode! Em Fortaleza, um jovem comerciante de uma mercearia está ajudando idosos sem internet e se cadastrarem para a vacinação contra Covid-19.

Uma placa logo na entrada informa que o serviço é feito gratuitamente. E a ideia deu certo. Apenas nos dois primeiros dias, a mercearia conseguiu agendar a vacinação para 15 idosos.

A iniciativa é do comerciante Ygor de Castro, de 25 anos, que já perdeu duas tias para a Covid-19. Sensibilizado, ele percebeu a dificuldade dos moradores que não têm acesso às plataformas digitais para fazerem o cadastro.

Ygor de Castro acredita que a vacinação é essencial para carregar esperança e possibilitar tempos mais seguros.

“Meu público são pessoas massivamente da classe D e E, uma população bem à margem de tecnologia e inclusão social. No momento que coloquei a plaquinha, as pessoas estão passando, olhando. Me perguntaram quanto estou cobrando, mas eu faço de graça. Tem gente que cobra por isso, mas não vejo porquê fazer isso”, afirmou ao Diário do Nordeste.

Como ele faz

Aproveitando o fluxo diário de quase mil pessoas na loja, o comerciante colocou uma plaquinha no computador sobre a bancada da Mercearia Zé Campos, no bairro Vila Velha, para atrair os idosos há duas semanas.

Nos primeiros dias ele percebeu aproximações tímidas, curiosas de pessoas da comunidade e conseguiu fazer 15 cadastros na plataforma Saúde Digital.

Ygor já ajudava digitalmente pessoas que precisavam do auxílio emergencial.

A maioria dos beneficiados são homens de 35 a 55 anos que não têm acesso à internet em casa ou apresentam dificuldades para lidar com ferramentas tecnológicas.

E Ygor ajuda moradores da região durante os horários com menor movimento da mercearia: à tarde e o final da noite.

E ainda orienta as pessoas

Quando as pessoas perguntam, ele também tira dúvidas sobre o impacto da vacina, os locais de vacinação, os tipos de imunizante disponíveis no Ceará e desmente fake news compartilhadas na comunidade.

O jovem comerciante, que teve Covid em abril de 2020 junto com os pais, irmão, tias e avó, hoje reforça a importância da imunização contra a doença para evitar mais mortes.

Na época, Ygor teve perda do olfato e paladar por meses, mas não precisou ser hospitalizado. Porém, sofreu com duas perdas na família: uma de suas tias morreu em junho de 2020 pela doença e outra também faleceu em fevereiro deste ano, durante a 2ª onda de Covid-19.

“Foi bem complicado para a gente”, disse.

Olha que iniciativa legal a do Ygor. Boa ideia que pode ser copiada em qualquer lugar. Ajude também quem você puder!

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