Eduardo Bolsonaro cobra Hugo Motta por mandato remoto nos EUA, alegando perseguição política. Presidente da Câmara diz que regimento não permite.

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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) enviou ofício ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), solicitando autorização para exercer seu mandato remoto diretamente dos Estados Unidos, onde está desde março de 2025. Alegando perseguição política, o parlamentar defende que sua atuação no exterior é uma forma de “diplomacia parlamentar”. O pedido, formalizado nesta quinta-feira (28), cita o precedente da pandemia de Covid-19, quando o trabalho remoto foi adotado. Eduardo argumenta que sua ausência do Brasil é motivada por questões de segurança jurídica. A iniciativa gerou debates sobre a legalidade do exercício remoto do mandato.
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Hugo Motta, presidente da Câmara, já declarou que o regimento interno não prevê a possibilidade de mandato remoto, o que pode levar à perda do cargo de Eduardo caso ele acumule faltas não justificadas. O deputado, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, enfrenta críticas por sua atuação nos EUA, incluindo acusações de campanha contra o Brasil. A situação intensifica a crise institucional, com aliados do parlamentar apontando perseguição, enquanto adversários defendem a suspensão de seu mandato. O Conselho de Ética da Câmara pode ser acionado. A polêmica destaca tensões entre política e regras parlamentares.