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A campanha Novembro Azul começa neste mês com ações de conscientização sobre a prevenção do câncer de próstata, tumor mais comum entre os homens no Brasil. A mobilização busca reforçar a importância das consultas médicas regulares e da identificação precoce da doença, quando as chances de tratamento são maiores. Em Minas Gerais, estimativas do Instituto Nacional de Câncer apontam mais de 10.200 diagnósticos ao longo de 2026. A idade e o histórico familiar estão entre os principais fatores de atenção.
Exames ajudam na investigação do câncer de próstata
A avaliação começa com uma consulta ao urologista, que combina, no protocolo tradicional, o exame de sangue para medir o PSA e o exame de toque retal. O urologista Fernando Marsicano explica que a análise laboratorial é importante para o acompanhamento da saúde masculina. Segundo ele, o PSA é um dos marcadores específicos usados na oncologia que podem sugerir a presença da doença. Quando os exames iniciais apresentam alterações, podem ser pedidos exames de imagem, como a ultrassonografia, e a confirmação definitiva ocorre por meio de biópsia do tecido prostático.
Histórico familiar exige atenção redobrada
A ocorrência de câncer de próstata em parentes de primeiro grau é considerada um sinal de alerta. O aposentado João Cláudio da Cunha perdeu o pai para a doença e, dez anos depois, também recebeu o diagnóstico. Como o tumor foi identificado em estágio inicial, ele passou por cirurgia para retirada da lesão e não precisou de radioterapia ou quimioterapia. A Sociedade Brasileira de Urologia recomenda que homens a partir dos 50 anos façam avaliação anual, e que aqueles com histórico familiar direto ou que sejam negros comecem a rotina preventiva aos 45.
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