
A Páscoa cristã também incorporou alguns elementos da cultura pagã, praticada na Antiguidade. Isso aconteceu, principalmente, porque a igreja católica queria popularizar o cristianismo entre povos politeístas (que acreditam em diferentes deuses) e se utilizou de elementos já cultuados por eles para isso. Exemplo disso foi o culto pelo final do inverno e chegada da primavera.
Bom, para entender melhor isso, é importante saber que data em que acontece a Páscoa todos os anos foi determinada no século IV d.C, no Concílio de Nicéia realizado pelas autoridades da igreja católica. Ficou estabelecido que a festividade seria comemorada no primeiro domingo após a lua cheia do equinócio de primavera no hemisfério norte, que cai entre 22 de março e 25 de abril e encerra a Quaresma, período de quarenta dias após a Quarta-Feira de Cinzas.
Tá mas o que isso tem a ver com o coelho e o ovo de Páscoa?
Para alguns povos antigos, o coelho era relacionado ao fim do inverno e chegada da primavera, por ser um do primeiros animais a abandonarem suas tocas durante essa troca de estações. Além disso, já era admirado desde o antigo Egito por se reproduzir muito rápido. De maneira geral, o coelho representava no mundo antigo o renascimento da vida, e nesse sentido foi incorporado à Páscoa cristã como símbolo da ressurreição de Cristo.
Era costume também entre alguns povos antigos pintar ovos de galinha para ofertar à Ostara, deusa da fertilidade na mitologia anglo-saxa, nórdica e germânica, no equinócio de primavera. Em troca, pediam fertilidade e abundância nas colheitas. Mas na Páscoa judaica, o ovo também já era associado ao povo de israel, porque não perde sua forma mesmo após ser cozido, assim como os israelitas nunca perderam sua unidade e identidade.