EUA propõem tarifa de 25% contra produtos do Brasil após investigação sobre comércio digital, tarifas, etanol e desmatamento

Os Estados Unidos concluíram uma investigação comercial contra o Brasil e propuseram uma retaliação comercial Que pode atingir produtos brasileiros. A medida prevê tarifa adicional de 25% sobre importações do país, segundo documento do Escritório do Representante Comercial dos EUA.
A investigação cita temas como comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, tarifas preferenciais, propriedade intelectual, etanol e desmatamento ilegal. O processo foi aberto com base na Seção 301 da Lei de Comércio norte-americana, usada para avaliar práticas consideradas injustas.
Apesar da proposta, a decisão ainda passará por comentários públicos e audiência antes de qualquer sanção Definitiva.
Retaliação comercial pode gerar impacto
No documento, o governo dos EUA afirma que algumas políticas brasileiras seriam consideradas “irrazoáveis ou discriminatórias” e poderiam restringir o comércio americano. Entre os pontos mencionados estão decisões judiciais envolvendo plataformas digitais, acesso ao mercado de etanol e proteção de marcas e patentes.
A proposta de tarifa de 25% ainda prevê exceções para determinados produtos, que serão avaliados durante a fase de consulta pública. Interessados terão prazo para enviar manifestações, enquanto uma audiência pública está prevista para julho. O caso aumenta a tensão nas relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos e pode afetar setores exportadores.
Brasil acompanha retaliação comercial
O governo brasileiro deve acompanhar de perto os próximos passos da possível retaliação comercial anunciada pelos Estados Unidos. A medida ainda não está em vigor, mas acende alerta entre empresários, exportadores e representantes do setor produtivo.
Caso avance, a tarifa pode encarecer produtos brasileiros no mercado norte-americano e pressionar negociações diplomáticas. Especialistas avaliam que o tema deve ganhar força nas próximas semanas, principalmente por envolver comércio, meio ambiente e tecnologia. A expectativa agora é saber se os dois países buscarão acordo antes da aplicação de qualquer medida definitiva.
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