Decisão do STF nega urgência na cirurgia de Bolsonaro e determina perícia médica da PF em até 15 dias, após constatar que exames apresentados não são atuais.

A solicitação para uma cirurgia de Bolsonaro foi rejeitada pelo ministro Alexandre de Moraes, após ser verificado que os exames apresentados não eram recentes. Com isso, a urgência alegada pela defesa não foi considerada consistente. Também foi observado que, no ato da prisão, não houve relato de necessidade imediata de intervenção, o que reforçou a decisão tomada. Pela determinação, a Polícia Federal deverá realizar perícia oficial para avaliar o real estado de saúde do ex-presidente.
A defesa havia argumentado sobre novas intercorrências e múltiplas comorbidades, incluindo sequelas de cirurgias e episódios de soluços persistentes. No entanto, a documentação foi considerada insuficiente para justificar a intervenção cirúrgica. A perícia, que deve ser concluída em 15 dias, foi estabelecida para assegurar um parecer técnico atualizado. O pedido incluía internação no hospital DF Star, onde o ex-presidente passou por sua última cirurgia em setembro, voltada à retirada de lesões de pele.