Novas diretrizes do SUS ampliam assistência para pacientes com fibromialgia. Saiba sobre tratamento multidisciplinar e direitos reconhecidos por lei desde 2025

O Ministério da Saúde implementou este mês novas diretrizes do SUS ampliam assistência para pacientes com fibromialgia, buscando oferecer um cuidado estruturado e qualificado. A síndrome, que afeta entre 2,5% e 5% dos brasileiros, caracteriza-se por dores generalizadas e persistentes que impactam significativamente a qualidade de vida. O novo planejamento foca na capacitação de profissionais e na oferta de um cuidado multidisciplinar que inclui fisioterapia, terapia ocupacional e apoio psicológico. O estímulo à atividade física constante emerge como pilar fundamental para a melhora e reabilitação dos pacientes.
Conforme explica o reumatologista José Eduardo Martinez, presidente da Sociedade Brasileira de Reumatologia, a fibromialgia não é uma doença inflamatória, mas uma disfunção na sensibilidade dos neurônios ligados à dor. O diagnóstico é estritamente clínico, baseado no relato do paciente e no exame físico, já que não existem exames laboratoriais específicos para identificar a síndrome. A condição afeta majoritariamente mulheres entre 30 e 50 anos, representando mais de 80% dos casos registrados. Frequentemente vem acompanhada de fadiga crônica, distúrbios do sono e alterações cognitivas que exigem abordagem terapêutica integral.
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