
O Sistema Único de Saúde (SUS) anuncia uma mudança histórica no tratamento do diabetes melito. A partir de agora, a insulina glargina passa a substituir a tradicional insulina humana NPH, oferecendo aos pacientes um medicamento mais moderno e eficaz.
Segundo a vice-presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD), doutora Karla Melo, a principal vantagem da nova insulina está na sua duração de ação prolongada. “Ela tem uma duração de ação maior, em torno de 24 horas. Então, para maior parte, eles conseguem fazer uso da glargina uma vez ao dia. Ponto importantíssimo”, explica a especialista.
Benefícios da Insulina Glargina no SUS
A substituição da insulina NPH pela glargina representa mais que apenas comodidade. A endocrinologista destaca que o novo medicamento reduz significativamente o risco de hipoglicemia — queda perigosa da taxa de açúcar no sangue que pode causar desmaios e incapacidade de pedir ajuda.
“As que mais incomodam são as hipoglicemias graves e noturnas. Você podendo usar uma insulina que diminuiu esse risco é muito bom. Tanto pra pessoa que tem diabetes, quanto para os seus familiares”, ressalta a doutora Karla.
Impacto na Qualidade de Vida dos Pacientes
O perfil farmacológico diferente da insulina de ação prolongada se traduz em conforto terapêutico, que resulta em melhora da adesão ao tratamento. Com isso, há redução da frequência de complicações crônicas associadas ao diabetes e, principalmente, melhoria da qualidade de vida dessas pessoas.
Implementação Gradual da Nova Insulina
De acordo com o Ministério da Saúde, a transição para a insulina glargina será feita de forma gradual, com avaliação individual de cada paciente. Os primeiros testes ocorrem em quatro estados-piloto:
- Distrito Federal
- Amapá
- Paraná
- Paraíba
Profissionais da Atenção Primária estão sendo treinados desde 27 de janeiro. Ao final do ciclo, ainda em fevereiro, as equipes iniciam o uso do medicamento.
Público-Alvo Inicial
O projeto inicial vai contemplar aproximadamente 50 mil pessoas:
- Crianças e adolescentes até 17 anos com diabetes tipo 1
- Idosos maiores de 80 anos com diabetes tipo 1 ou 2
Após os primeiros meses de implementação, será feita uma avaliação dos resultados com o objetivo de expandir o uso para os demais estados do país.
Participe do PB24horas no WhatsApp
Siga no Instagram