Tilápia é incluída na lista de espécies invasoras pelo Conabio. Entenda o que muda para produtores e o impacto ambiental dessa decisão.

A Tilápia-do-Nilo, peixe amplamente cultivado no país, foi oficialmente incluída na Lista Nacional de Espécies Exóticas Invasoras. A decisão, tomada pela Comissão Nacional de Biodiversidade (Conabio), gerou preocupação no setor aquícola. Produtores temem que a medida imponha novas e rígidas restrições à criação do animal.
A espécie, de origem africana, é considerada invasora por aparecer em rios onde não é nativa, causando desequilíbrios ambientais. O Ministério do Meio Ambiente, no entanto, foi categórico ao afirmar que não há banimento do cultivo. A inclusão na lista serve como um alerta para o manejo controlado, mas o consumo do peixe não está proibido.
A principal característica que levou à classificação é a capacidade da tilápia de dominar ecossistemas que não são os seus de origem. Quando escapam de tanques de criação, elas competem com espécies nativas por alimento e espaço, podendo levar à redução da biodiversidade local. O nome científico Oreochromis niloticus agora figura em uma lista de alerta para a preservação ambiental.
Apesar do termo “invasora” soar alarmante, a medida não significa o fim da piscicultura. O objetivo é controlar a dispersão da espécie, garantindo que a produção aquícola seja feita de forma mais segura e responsável. O peixe continua sendo uma importante fonte de proteína e renda para milhares de brasileiros.