União Europeia pede que bloco se prepare para próxima pandemia
Foto Reprodução: Flickr / Jornal Estado de Minas

Líderes de seis países europeus enviaram uma carta para a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pedindo para que a União Europeia tome medidas para se preparar para uma nova pandemia. Os políticos também mandaram uma sugestão de plano de resposta comum.

Segundo o documento, ficou claro que os países do bloco não estavam preparados para lidar com o avanço do coronavírus (Sars-CoV-2) e isso mostrou ainda mais a necessidade do grupo ter “uma resposta comum” para casos tão graves.

“Esperamos que este plano sirva de inspiração para que os próximos encontros europeus sejam frutíferos sobre como assegurar uma preparação por parte da UE às futuras pandemias”, diz parte da carta. Os europeus se reúnem virtualmente em 19 de junho.

O texto ressaltou que a “caótica resposta” à pandemia da COVID-19, a qual já causou 184.256 mortes no bloco, “apresentou perguntas” sobre a preparação europeia. Para os seis países, é preciso “compreender as falhas” na atuação desta crise sanitária e implantar uma coordenação de políticas sanitárias única.

Os líderes lembraram que cada país optou por tomar medidas drásticas, como o fechamento de fronteiras, de maneira unilateral e que a ausência de medicamentos em algumas nações chegou a “causar atrito” entre os governos europeus. Além disso, pedem que seja criado um sistema uniforme na coleta de dados de todos os países-membros, o que viabilizaria uma política europeia comum para enfrentamento de situações do tipo.

Assinaram o documento a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente da França, Emmanuel Macron, o premier espanhol, Pedro Sánchez, além dos líderes da Bélgica, Dinamarca e Polônia.

O enfrentamento da pandemia do novo coronavírus foi bastante controverso na União Europeia, especialmente, nas discussões sobre fronteiras e sobre o controle dos cidadãos para enfrentar a crise. O bloco chegou a ter seis dos países mais afetados pela doença entre o Top 10 no mundo. (ANSA)

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