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Saúde

Vacina contra fumo pode barrar nicotina

Publicado em 31/08/2026 10:36 por PB24HORAS
Vacina contra fumo pode barrar nicotina
Resumo
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Vacina contra fumo é desenvolvida em SP para impedir que a nicotina chegue ao cérebro e reduzir o estímulo ligado à dependência. Uma vacina contra fumo está sendo desenvolvida em um laboratório...
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Vacina contra fumo é desenvolvida em SP para impedir que a nicotina chegue ao cérebro e reduzir o estímulo ligado à dependência.

Uma vacina contra fumo está sendo desenvolvida em um laboratório farmacêutico de Itapira, no interior de São Paulo, com uma proposta diferente dos tratamentos convencionais. O imunizante busca impedir que a nicotina chegue ao cérebro, bloqueando o estímulo responsável pela liberação de dopamina e pela sensação de prazer associada ao consumo.

A estratégia consiste em unir a molécula de nicotina a outra de maior tamanho, fazendo com que o organismo reconheça a substância como uma ameaça. A partir disso, o sistema imunológico produz anticorpos específicos, capazes de capturar a nicotina na corrente sanguínea antes que ela alcance o cérebro.

Vacina contra fumo pode reduzir dependência

A expectativa é que, ao fumar ou utilizar cigarros eletrônicos, o usuário deixe de receber o estímulo químico de prazer provocado pela nicotina. Com a redução desse efeito, a dependência poderia diminuir gradualmente, facilitando o processo de abandono do cigarro.

Segundo especialistas, os tratamentos disponíveis atualmente atuam principalmente na reposição ou no controle da nicotina e na redução dos sintomas de abstinência. A nova vacina contra fumo, portanto, apresenta uma abordagem diferente ao tentar impedir diretamente a chegada da substância ao cérebro.

Pesquisa ainda está na fase de testes

O estudo já tem cerca de um ano e meio e, até agora, os testes foram realizados somente em animais. Os resultados iniciais foram considerados promissores, com produção de anticorpos e indicação de capacidade para impedir os efeitos associados à dependência da nicotina.

A previsão inicial é de que o tratamento seja formado por três doses, aplicadas com intervalo de um mês. Ainda não existe preço definido para uma eventual comercialização. Caso todas as etapas de testes em humanos apresentem resultados positivos, a expectativa é que o imunizante possa chegar ao público a partir de 2030.

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