Vacina contra Zika: Brasil avança em testes

Facebook
WhatsApp
Telegram
Email

Vacina brasileira contra zika é eficaz em camundongos, protegendo contra danos cerebrais e testiculares. Estudo da USP avança na luta contra o vírus.

Vacina contra Zika: Brasil avança em testes
Foto: Freepik

Versão em áudio

Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) deram um passo importante na luta contra o zika vírus. Uma nova vacina brasileira, desenvolvida pelo Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina, mostrou-se segura e eficaz em testes com camundongos. Publicado na revista NPJ Vaccines, o estudo revela que o imunizante não só induz a produção de anticorpos neutralizantes, mas também protege contra danos cerebrais e testiculares causados pela infecção.

A pesquisa foi conduzida em camundongos geneticamente modificados, mais suscetíveis ao zika. Os resultados mostram que o imunizante impede a inflamação cerebral, uma das complicações mais graves da doença, e evita lesões nos testículos, que podem afetar a saúde reprodutiva. “Conseguimos neutralizar o vírus e proteger os animais de danos severos”, explica Gustavo Cabral de Miranda, líder do estudo, em entrevista à Agência Fapesp. Apesar do avanço, os cientistas alertam que mais testes são necessários antes de iniciar estudos em humanos.

Desenvolver uma vacina contra o zika vírus é um desafio, já que ele é semelhante aos quatro sorotipos da dengue e circula no mesmo ambiente, transmitido pelo mosquito Aedes aegypti. Essa semelhança pode confundir o sistema imunológico, dificultando a criação de um imunizante específico. Ainda assim, a vacina da USP mostrou resultados promissores ao induzir uma resposta imune direcionada, sem reações cruzadas com a dengue. O estudo também analisou os efeitos do zika em órgãos como cérebro, rins, fígado e ovários, reforçando a proteção oferecida pelo imunizante.

VEJA TAMBÉM: Quadrilha engana 35 mil estudantes com site falso do Enem

Embora os resultados sejam animadores, a transição para testes em humanos ainda exige mais etapas. “Estamos focando no aperfeiçoamento da formulação para garantir segurança e eficácia”, diz Cabral. A prevenção do zika segue sendo uma prioridade, especialmente para gestantes, devido ao risco de microcefalia em bebês. Enquanto a vacina não chega, eliminar focos de água parada, onde o mosquito se reproduz, continua sendo a melhor forma de combater o vírus.

Fonte: Globo.com

Participe do PB24horas no WhatsApp e nos Siga no Instagram

Compartilhe:

Facebook
WhatsApp
Telegram
Email

Deixe seu comentário:

Noticias Relacionadas