Idoso se casa de novo com a primeira mulher após passar 14 anos separado dela

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idoso se casa de novo com a primeira mulher apos passar 14 anos separado dela
Foto Reprodução: Arquivo Pessoal / G!

Um casal que passou 14 anos separado após o divórcio deu uma nova chance ao amor e se casou pela segunda vez em Sertãozinho (SP). Não bastasse a surpresa do destino em reaproximá-lo, a cerimônia desta vez foi um pouco diferente. É que o noivo de 71 anos está internado em razão de um acidente vascular cerebral (AVC), e o casamento foi realizado na Santa Casa da cidade.

Com ajuda do filho deles, o servidor público Fábio Batista de Souza, na quarta-feira (15), Rafael Pereira de Souza e Maria Engracia Batista de Souza, de 63 anos, se tornaram marido e mulher de novo.

Romance que não terminou

De acordo com o filho, Rafael e Maria se casaram pela primeira vez em 1978, mas se separaram 30 anos depois. Na época, eles entenderam que o relacionamento tinha virado uma amizade e decidiram seguir suas vidas separados.

De lá para cá, eles mantiveram outros relacionamentos, mas não perderam o contato.

Em 2021, após ficarem solteiros, os dois voltaram a se aproximar. O amor falou mais alto e, contrariando a maioria dos casais que se separaram, Rafael e Maria se reconciliaram.

“Mesmo eles tendo ficado 14 anos separados, eles sempre foram muito amigos. O sonho dele era nunca ter largado da minha mãe, nunca ter separado dela. Ele tinha muita vontade de estar com ela”, diz Fábio.

AVC após entrada nos papéis

O filho conta que há cerca de 40 dias, os pais anunciaram que iriam oficializar a união novamente. Pouco tempo depois, no entanto, Rafael teve uma paralisia no lado direito do corpo e, após passar por exames, recebeu o diagnóstico de AVC.

De acordo com Fábio, a expectativa dos médicos era de que, em cerca de um mês, o idoso estivesse totalmente recuperado da paralisia.

Com isso, o casal seguiu com os trâmites do casamento. No último dia 6 de dezembro, eles foram ao cartório para entregar documentos. Lá, marcaram o retorno para o dia 15 do mesmo mês, data em que as assinaturas seriam colhidas e a cerimônia, agendada.

Porém, no dia 9 de dezembro, o quadro de Rafael piorou e ele precisou ser internado na Santa Casa.

“Ele não tinha condições [de voltar ao cartório no dia 15], porque estava acamado. Consciente, lúcido, só que ele não conseguia andar, se locomover. Como ele estava com uma piora clínica muito aguda, a gente não sabia o que poderia acontecer”, diz o filho.

Na saúde e na doença

Diante da situação, Fábio decidiu ir até o cartório no dia 14, explicou a situação e pediu para que fosse dada a continuidade ao processo do casamento com o pai no hospital.

O pedido foi atendido, e, no dia seguinte, uma escrevente do cartório foi à Santa Casa e conversou com Rafael, que reafirmou o desejo de se casar com Maria.

Segundo o filho do casal, a escrevente, que também é juíza, se sensibilizou com o caso e, depois de acertar as questões burocráticas, propôs fazer a cerimônia dentro do quarto e no mesmo dia.

O casal concordou. Rafael e Maria Engracia se casaram ali mesmo no quarto do hospital.

“Na hora que ele foi responder o ‘sim’ para a juíza, ele olhou para a minha mãe, chorou, deu um beijo nela, falou que amava ela. Ele demonstrou muito. Naquele dia, ele ficou muito feliz”, relembra Fábio.

Para Maria, o momento foi um misto de surpresa, pela forma como tudo aconteceu, e emoção. Ela destacou a felicidade por ter conseguido realizar o sonho dos dois.

“Foi uma coisa que a gente nunca esperava, mas foi algo muito emocionante. Estou muito feliz por isso ter acontecido. Foi maravilhoso, porque ele queria muito. A gente sabe que era um desejo muito grande, estávamos juntos de novo. (…) Ele sempre dizia para mim: ‘se for da vontade de Deus, nos meus últimos dias, vamos estar juntos’. (…) Foi muito bom ver ele feliz, sorrindo, chorando de emoção.”

Torcida pela recuperação

Rafael ainda está internado em um leito de enfermaria da Santa Casa. De acordo com o filho, o pai é acompanhado por médicos e já fez vários exames para ter o diagnóstico correto.

Enquanto isso, a torcida de todos é para que o idoso se recupere o quanto antes e possa desfrutar do casamento.

“Eu acredito que, tendo uma definição do tratamento que deve seguir, espero que logo ele esteja em casa para estar morando com a minha mãe oficialmente, curtindo a vida com ela, comigo, com os netinhos dele. É o que a gente espera [a recuperação]”, completa Fábio.

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