Fraudes no INSS, ignoradas desde 2019, causaram prejuízo de R$ 6,3 bi. CGU alertou, mas INSS não agiu. CPI investiga e cobra punição.

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A Controladoria-Geral da União (CGU) revelou, em audiência na CPI do INSS, que denúncias de fraudes em aposentadorias foram ignoradas desde 2019. As irregularidades, apontadas pelo Ministério Público do Paraná, envolviam descontos associativos não autorizados, que geraram prejuízos bilionários. A CGU alertou o então presidente do INSS, Alessandro Stefanutto, em 2024, mas ele não suspendeu os acordos suspeitos. A operação da Polícia Federal, em 2025, desarticulou parte do esquema. A CPI agora busca responsabilizar os envolvidos.
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A investigação revelou que entidades fraudavam filiações, descontando mensalidades de aposentados sem consentimento. A CGU, após reportagens do Metrópoles, intensificou as auditorias, confirmando desvios de R$ 6,3 bilhões entre 2019 e 2024. A CPI aprovou requerimentos para acessar dados do Sindicato Nacional dos Aposentados, ligado a Frei Chico, irmão do presidente Lula. A lentidão do INSS em agir foi criticada, e a comissão planeja ouvir ex-ministros. A sociedade cobra transparência e punição.