Reajuste de medicamentos começa em 1º de abril; CMED fixa teto de até 3,81% e impacto varia conforme descontos e políticas das farmácias.

A CMED definiu o reajuste de medicamentos válido a partir de 1º de abril, com teto de até 3,81% para itens com maior concorrência, 2,47% no nível intermediário e 1,13% nos de menor disputa. Em média, o índice é o menor desde 2018 e segue a metodologia da Lei 10.742/2003, com publicação da resolução até 31 de março. Segundo Joselito Rangel, do CRF-RN, o aumento não é automático: a Câmara fixa apenas o limite e os laboratórios decidem se aplicam o reajuste e em quais produtos.
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Na prática, o impacto do reajuste de medicamentos pode variar, porque cada rede adota políticas comerciais próprias, com descontos, convênios e promoções que alteram o valor final ao cliente. Como o índice incide sobre o Preço Máximo ao Consumidor (PMC), um mesmo remédio pode ter preços diferentes entre estabelecimentos da mesma cidade, mesmo com o mesmo teto regulatório. Especialistas também apontam que o reajuste médio, perto de 2,2%, cobre só parte dos custos e pode levar a mudanças na indústria e no varejo, enquanto 2026 pode trazer novas pressões, como a possível volta de PIS/Cofins em alguns medicamentos.
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