Abertura de sigilos: Lula e Flávio chegam a acordo
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Abertura de sigilos de Lula e Flávio avança após acordo entre campanhas, mas divulgação dos dados ainda depende de autorização do TSE.
As campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) chegaram a um acordo nesta quinta-feira (22) para a abertura mútua dos sigilos bancário, fiscal e telefônico dos candidatos. O entendimento foi formalizado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a três dias do segundo turno das eleições presidenciais.
Pelo acordo, os dados deverão ser disponibilizados de forma simultânea e pública, incluindo informações de familiares e empresas mencionadas nas condições apresentadas pelas duas campanhas. Apesar do entendimento, a efetiva quebra dos sigilos ainda depende de autorização judicial, que deverá ser analisada pelo ministro André Mendonça, relator do caso no TSE.
Abertura de sigilos envolve empresa ligada a Willer Tomaz
Um dos principais pontos de negociação foi a inclusão da Alcazar Holdings, empresa sediada na Ilha da Madeira, em Portugal, e relacionada ao advogado Willer Tomaz. A campanha de Lula insistiu para que a companhia permanecesse entre os dados abrangidos pelo acordo, enquanto a equipe de Flávio havia questionado sua inclusão.
A campanha petista informou que Lula já apresentou a autorização para a abertura dos dados, enquanto a equipe de Flávio Bolsonaro afirmou que também entregará sua documentação. O acordo prevê que informações sejam requisitadas a órgãos como Banco Central, Receita Federal e operadoras de telefonia, caso o pedido seja autorizado pela Justiça Eleitoral.



