Mandetta: "Sistema de saúde não está preparado para uma marcha acelerada"

Em sua última entrevista coletiva como ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta fez um longo discurso de agradecimento a todos os servidores da pasta, mas frisou riscos que ainda estão à frente no combate à pandemia do novo coronavírus. “Não pensem que estamos livres de um pico da doença”, disse. Assim que entrou no auditório, Mandetta foi aplaudido de pé pelos servidores, ação que se repetiu ao final de seu discurso.

“O sistema de saúde ainda não está preparado para uma marcha acelerada. Sigam as orientações das pessoas que estão mais próximas que estão em contato com o sistema de saúde. Prefeitos, governadores e o próprio Ministério da Saúde. É momento de darmos a mão, porque vai ser bem dura a tomada de decisão que a gente vai ter que fazer nos próximos meses”, afirmou.

Em dois momentos, Mandetta agradeceu o presidente Jair Bolsonaro pela oportunidade. Segundo ele, a última conversa que tiveram foi “amistosa e agradável”. “Deixo esse ministério da Saúde com muita gratidão ao presidente por ter me nominado e por ter permitido que eu nominasse cada um de vocês”, disse.

Como de costume, Mandetta voltou a falar que o combate ao novo coronavírus deve seguir o que rege a ciência. “Ciência é luz. É através dela que vamos sair dela”, ressaltou.

Transição

Em seu discurso, Mandetta ainda elogiou o clima de trabalho durante sua gestão no Ministério da Saúde. “Saio daqui com uma experiência absolutamente fantástica. Saibam que por algum motivo, algum alinhamento de astros, vontade sabe se lá do que, mas sempre de acertar, foi o melhor clima organizacional que alguém poderia ter construído. Nunca foi uma via de mão única, sempre foi ida e volta”, pontuou.

Mandetta ainda pediu para que a equipe se esforce e ajude o próximo ministro. “Sei que deixo aqui a melhor equipe. Trabalhem para o próximo tal qual vocês trabalham para mim. Ajudem e não meçam esforços. Que essa transição seja suave e profícua e que nós tenhamos um bom resultado ao término disso tudo”, pediu.

O ministro da Saúde também deixou claro que estará à disposição para ajudar. “Não deixem de me ligar quando acharem que eu posso servir para alguma coisa para vocês”, completou.

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