Foto Reprodução: Auto Esporte

Depende do modelo, mas SUVs médios já superam os dois quilômetros de fiação. São cabos de diferentes calibres e especificações que podem pesar quase 50 kg no total. Tudo isso é necessário para alimentar as dezenas de módulos eletrônicos instalados no carro, que, por sua vez, pode ter quase cem sensores.

Essa estrutura gera um tráfego de dados equivalente a mais de três horas de filmes em alta resolução. O Ford GT, por exemplo, gera mais de 100 gb de informações a cada hora de uso. Até a luz de seta ficou mais complicada: agora é controlada pela central eletrônica do carro, que pode acioná-la em situações de emergência, como em uma frenagem intensa, independentemente do motorista.

Toda fiação usada nos automóveis inclui uma série de proteções contra curtos-circuitos, incêndios, alta temperatura e mesmo ruído: um pequeno fio solto pode ser responsável por um barulho incômodo em uma rua esburacada. Até a interferência é levada em conta, já que a corrente de energia pode atrapalhar sensores e instrumentos eletrônicos ao redor.

Tensão no relacionamento

Outro problema é que, com o aumento da corrente elétrica, os cabos precisam ficar cada vez mais grossos (e pesados). Atualmente os chicotes dos veículos têm ficado tão espessos que algumas montadoras optam por aquecê-los antes de colocá-los no carro, pois a temperatura elevada amolece os fios e facilita sua montagem.

Uma forma de mitigar esse problema é elevar a tensão, chamada popularmente (e de forma equivocada) de “voltagem”. Atualmente todos os carros, incluindo os eletrificados, ainda usam redes de 12V.

Isso acontece para facilitar a integração dos sistemas: as versões híbrida e convencional de um mesmo carro podem compartilhar equipamentos como direção elétrica, multimídia e até sensor de estacionamento. Além disso, a rede de 12V de um carro elétrico é responsável por monitorar e controlar o sistema de alta tensão. Por este motivo esses modelos ainda usam baterias convencionais, além das usadas para alimentar os motores.

Mas como os carros eletrificados já usam redes de 48V para a propulsão elétrica e auxílio do motor a combustão, fabricantes estão trabalhando com fornecedores para que todos os outros sistemas sejam ajustados para a tensão maior. Isso permitiria o uso de cabos mais finos e, consequentemente, mais leves e fáceis de serem posicionados na carroceria.

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